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Alice e o Amor

Posted in educação, família, nação, relacionamento on 24 de julho de 2011 by multicolorido

Carregada de bons pressentimentos, Alice desfilava por aquela nova cidade. Ela já estava cansada de passar por tantos lugares.

Seu cálculo egoísta expandido ao extremo lhe mostrava estatisticamente todos os fatores que podiam acrescentar ou diminuir na sua nova estadia e, particularmente os possíveis efeitos na sua dor de cabeça. Afinal de conta, tudo de insano e inesperado podia acontecer com ela mas não estava disposta a isso. E a pobre Alice resultava num transtorno dos processos racionais de auto-conservação. Isto é, aquilo que lhe parecia racional nada mais era que a clareza de sua irracionalidade. E toda essa racionalidade/irracionalidade a deixava leve e sem culpa, afinal, eram forças psicológicas contrárias demais para Alice gerar esforços para contê-los, ela apenas os deixavam em evidência.

E no andar de Alice já se notava suas expectativas.

Apesar de suas contradições e sua saturação em estar ali, ela sentia prazer de estar longe de casa. As coisas novas, antes nunca vistas, já nem eram tão interessantes. Era a distância que a deixava em estado de êxtase, que a fazia recuperar a velha Alice já esquecida sair da caixinha de recordações. O medo de não ser lembrada, a ansiedades, lixos interiores, seus problemas, suas incompletudes e incompreensões… Tudo isso já não a preocupava mais. Lá estava vivendo aqueles dias como se aquele lugar fizesse parte da sua vida, dos seus sonhos e projetos.

 Mas de fato era algo passageiro que a preenchia. E ela foi dando valor a cada descoberta, a cada passeio, em cada nova pessoa que conhecia. Mesmo sabendo que tudo aquilo seria arrancado dela, sem dó e piedade pelo tempo e a distância.

E aos poucos aquilo que parecia impossível foi se concretizando. As mãos se encontravam, os ombros se encaixaram, sem pressa para demonstrar ela foi vivendo o amor. E foi como se o amor já tivesse fazendo parte dela há tempos. Nada de invasão, nada de surpresas. Era um amor já presente, incendiável amor, o amor que habitava nela desde sempre.

E este amor se doou, estendeu os braços para a nova descoberta. E o amor quebrou a cara. Sim, porque era tudo diferente, nem melhor nem pior, diferente. E ele não sabia que amando haviam choque, discordâncias. Talvez isso deixava  relação mais conflituosa, mais irritante, rodeado de desejos subtendidos do outro ser aquilo que não era. E a forçada aceitação mútua tornava esse amor fugaz mais tênue, sendo semeado em sua essência. Foi necessário muita conversa desnecessária para o amor entender que precisava estar dentro de Aline vivendo com ela, compartilhando o que  havia de bom na relação.

E quando tudo estava em harmonia , lá se vai Aline para sua terra natal, á quatro paredes com solidão.

Talvez ela não encontrasse mais o amor. Esse amor assim tão particular. Se foi para talvez não voltar, voltar para o amor.

Continuação –

Posted in atletismo, educação, família, relacionamento on 20 de julho de 2011 by multicolorido

Em 1999 comecei a estudar no Mackenzie. Apesar de ter uma estrutura diferente, a única coisa que me preocupava eram minhas notas. Bolsista tem que ter boas notas e se não tiver perde a bolsa, eu pensava. Essa minha preocupação me fez estudar mais e ter boas notas. Passei a ter o hábito de estudar, conciliando com meus treinamentos.

Percebi a diferença entre a escola pública e a particular. No Mackenzie, eu tinha um maior acesso aos bens culturais e ao analisar a grande oportunidade que ganhei, tentei aproveitá-la ao máximo. Gostava de freqüentar a biblioteca, fazer natação, canto e coral. Das aulas de ciências e de português. Porém sentia falta de algo novo na aula de matemática, e não me interessava muito. Era muito sistemático e me sentia presa aos cálculos.
O meu ensino médio cursado ainda no Mackenzie me trouxe vivências únicas. Nessa época comecei a me interessar por livros de história brasileira e mundial, lingüística e sociedade. Encantava-me estudar a ditadura, a semana da arte Moderna, as revoluções que ocorriam na história do mundo. Mas uma grande questão me intrigava, qual curso vou escolher para o vestibular?

No último ano do Ensino Médio, minha turma fez uma viagem para conhecer a Universidade Mackenzie em São Paulo. Quando fomos a Tamboré, campus da Educação Física e outros cursos da saúde, fiquei surpresa com a estrutura oferecida. Conversei com o responsável pelas bolsas de estudos, e ele me garantiu que era só prestar o vestibular e passar que minha bolsa total estaria garantida. Voltei da viagem cheia de sonhos, queria fazer Educação Física em Tamboré. Mas minha família não tinha a renda necessária para me manter em outra cidade. A Universidade não possuía casa de estudantes, muito menos um apoio em dinheiro para atletas. Então ficou difícil continuar sonhando em ir para São Paulo.

Em Brasília, não queria fazer Educação Física. Na UnB o curso era diurno, o que dificultaria bastante meus treinamentos. Eu só podia pensar na UnB, pois não cogitava a idéia de pagar minha faculdade. A UPIS me ofereceu bolsa de estudos também, mas não me interessei em fazer Administração, Direito, Turismo, Contabilidade…

Eu gostava mesmo de algo que envolvia a sociedade, suas necessidades mais intrínsecas, como cidadania e educação. Eu queria ser útil sem me fechar em uma sala de escritório, ter a oportunidade de mudar alguma coisa na minha cidade e ser um meio de alguém alcançar uma vida mais digna. Estava quase me decidindo por Serviço Social quando em 2004, conheci algumas pedagogas, principalmente da família do meu ex-namorado.
A mãe dele, que mora em São Paulo me explicou sobre a área, contou histórias e experiências. Eu pensava que os pedagogos só trabalhavam com crianças na educação infantil e anos iniciais. Mas ela administrava todas as escolas de São Bernardo, Santo André e Diadema, desenvolvia projetos e ainda supervisionava. Comecei a ter outro olhar sobre o curso, suas áreas e possibilidades pessoais de atuação.

Na inscrição do PAS, optei por Pedagogia noturno. Foi assim mesmo, decidi na hora. Meu ex-namorado falou que o assistente social sofria muito na sua profissão mas que o pedagogo exercia um trabalho parecido, só que mais prazeroso. Fiz uma escolha que me gerou muitos frutos, e que até hoje me sinto realizada em ter feito. Ainda penso em fazer Nutrição, porque também tenho me apaixonado por essa área e por estar mais inserida nela. Mas Pedagogia foi onde eu me encontrei. E o mais importante para mim: é onde vejo os sonhos de Deus sendo realizados na minha vida. Isso realmente me faz completa.

Memórias da infância

Posted in atletismo, educação, família, relacionamento with tags , , , , , , , on 27 de junho de 2011 by multicolorido

 (1988- 2001)

Carnaval de 1988. Lá fora, um som alegre que durou a noite toda. Dentro da maternidade, um parto cesariano difícil se realizava. Em meio a sambas, fanfarras e marchinhas, ouviram meu primeiro choro. Foi na hora certa, disse o médico, ao explicar que se eu tivesse nascido de parto normal e um tempo depois, não teria sobrevivido com duas voltas do cordão umbilical presos ao pescoço. Minha mãe, teimosa, decidiu ter mais uma filha mesmo com a reprovação do médico, que já havia dito que seria uma gravidez de risco caso ocorresse. Ela era cardiopata e um ano anterior teve um aborto espontâneo, o que complicaria bastante minha gestação e nascimento.

Mas como ela fala, era pra eu nascer mesmo. Fui amamentada em apenas seis meses, e com nove minha mãe foi para São Paulo fazer uma cirurgia para troca de válvula mitral. Enquanto durava sua recuperação, fiquei com minha tia Marisa, irmã da minha mãe. Com minha tia Marisa e minha mãe dei meus primeiros passos. Passos que depois de muitas quedas me deram uma base firme para continuar minha vida.

Desde pequena sempre fui muito ativa e inquieta. Gostava de subir todos os muros, janelas e árvores que encontrava. Aprendi a andar de bicicleta muito rápido, gostava de correr e brincar muito na rua. Mas meu brinquedo favorito era a boneca Barbie. Cada dia uma situação diferente eu inventada com minha colega Fabiana. Profissões, lugares e estilos de vida entravam em nossas brincadeiras e em nossa imaginação.

Morava duas ruas acima da feira do P.Sul, Ceilandia. Meus pais tinham uma banca de roupa, e todo final de semana trabalhavam lá. Minha mãe era concursada do Ministério da Saúde, e trabalhava durante a semana no Hospital Universitário de Brasília- HuB, e meu pai, é policial militar. Eu e meu irmão, três anos mais velho, tínhamos que ficar em casa para não atrapalhar as vendas, mas sempre que podia eu corria para a feira. Gostava de ver o movimento, as pessoas gritando e a variedade de coisas vendidas naquele local. Era galinha caipira, mandioca, churrasco, milho verde, roupas de todo tipo, frutas e verduras. Geralmente eu não podia ficar na feira, só passava por ela, mas sempre tinha alguma coisa interessante para ver.

Enquanto meus pais trabalhavam, eu ficava no Jardim de Infância da 404 Norte. Acordava cedo, 7 horas estava na parada de ônibus. Minha escola era excelente, com cadeiras, mesas e banheiros adaptados para criança. Mas para mim tudo era gingante: o parque, o pátio, as salas e os jardins. Não me recordo o que e como aprendi no jardim de infância, mas o que me lembro bem é que sempre tinha muitas brincadeiras.

Minha mãe fazia curso de salgados e pães no SESC, em Taguatinga. Muitas vezes eu e meu irmão a acompanhávamos em seu curso. Eu observava de longe minha mãe juntar ingredientes, bater a massa do pão e fazer os molhos. Aos poucos aprendia e quando chegava em casa sempre tinha uma experiência nova! Para mim, o peso era medido em copos, em colheres, em xícaras e em potes da cozinha. Não importavam as gramas, mal sabia a diferença entre mililitro e miligrama. Sabia que para fazer a receita do pão eram necessários alguns ovos, algumas colheres de manteiga, alguns copos de leite e um pacote de farinha de trigo. Para mim isso bastava. Inicialmente ajudava a minha mãe a enrolar as coxinhas, abrir a massa, separar os salgados. Mas com o tempo, eu já separava a medida do leite, a medida da farinha, a quantidade certa de ovos, o óleo que seria usado, dente outros. Me divertia enquanto ajudava minha mãe a fazer salgados e pães. Ela sempre me fez enxergar a vida com olhos de simplicidade.

Além de me ensinar a fazer pães e salgados, minha mãe me ensinou muito além, e que talvez não caberia neste memorial. No que se refere a educação, desde pequena ela me influenciou muito. Cada pessoa que passava na rua vendendo livros ela comprava. Dicionários, enciclopédias, manuais, livros didáticos, literatura clássica, contos, literatura infantil… Ela comprava e formava uma espécie de biblioteca em nossa casa. Para ela não importava se iríamos ler agora ou depois, mas o fato de tê-los disponíveis e ensinar para a gente que a leitura era importante para nossa vida era que realmente importava. E dava certo, pois eu e meu irmãos nos apegávamos aqueles livros, e mesmo sem saber ler as palavras, líamos as figuras. E com o passar do tempo, íamos aprendendo a ler as palavras e então podíamos compreender o que estava escrito nos livros.

Meu ensino fundamental I, cursei na Escola Classe 405 norte. Meus pais decidiram se mudar para São Sebastião, apesar da minha mãe achar que nós estávamos regredindo. Nossa casa agora era maior mas ainda estava sendo erguida. Era terra, poeira e material de construção para todos os lados. Como se tivéssemos começado do zero novamente. Nessa época, comecei a fazer atletismo com meu pai.

A pista de atletismo em que eu treinava não era oficial, de 400 metros, então, uma vez por mês tínhamos que refazer as medidas para o treinamento. Meu pai levava a trena e me ensinava o que fazer para ajudá-lo. Eu segurava e desenrolava a trena, enquanto ele dizia os metros e conferia se a medida estava correta. Depois de saber as medidas exatas do comprimento total da pista, medíamos também as retas, curvas e o campo de futebol que havia no meio dela. Todas as marcações seriam utilizadas para os treinamentos. Ao trabalhar com medidas de comprimento e tempo, sabia exatamente qual seria um tempo bom para correr nas retas de 100 metros, para os 200 metros e 400 metros. E todo mês medíamos com o carro e ainda corríamos distâncias mais longas na rua, de 1.000 a 3.000 metros.

Meu pai não era formado em Educação Física, mas tinha um conhecimento na área. Quando morávamos no P. Sul, eu e meu irmão pertencíamos a um clube e tínhamos treinador. Mas em São Sebastião, as coisas mudaram bastante. Além de readaptarmos os locais de treinamento, tínhamos que treinar sozinhos. Mas isso durou pouco tempo, pois as crianças da rua nos viam correndo e se interessavam pela corrida. Meu pai conversava com elas e as influenciavam para a prática desportiva. Em pouco tempo de 10 a 15 crianças se reuniam todos os dias para serem treinados pelo meu pai. Os treinamentos eram levados a sério, e participávamos quase todo mês de corridas mirins. Era uma festa! Medalhas, troféus e bicicletas ganhávamos nas competições e ninguém saia de mãos vazias.

Não tínhamos apoio algum, mas nos esforçávamos muito para sermos campeões. E com a turma grande treinando, tudo era mais divertido. Com 9 anos ganhei meu primeiro cronômetro. O tempo que antes era monitorado pelo meu pai, agora é conferido por mim. Ele anotava tudo em seu caderno e mostrava-nos se nossos tempos estavam melhores.

Eu tinha muitos resultados bons e na maioria das corridas mirins que participava, ganhava e subia ao pódio. Com tantas fotos, troféus e bons resultados, meu pai montou um portfólio para tentar uma bolsa de estudos em uma escola particular. Tive que estudar muito para tentar passar nas provas do Colégio Militar e Santa Rosa. Não passei no Colégio Militar e não me deram bolsa de estudos no colégio Santa Rosa. Meu pai então foi a Escola Presbiteriana e Colégio Mackenzie. Gostaram do meu currículo, passei na prova e ganhei 100% na bolsa de estudos.

Colômbia es pasion!

Posted in nação, relacionamento with tags , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2011 by multicolorido

Começa hoje a minha nova jornada, com sensaçao de inìcio de minisèrie. Aquele gostinho de novidade, expectativas e ar de mudança. Coisas novas e lugares desconhecidos: muita expectativa. Jà no aeroporto às 6:30 da manha antes de pegar o vôo para Guarulhos  ainda estava com sono e nao me dei conta que estava indo ficar 2 meses fora.  E naquela correria tìpica de aeroporto comecei a pensar como seria voltar a Colombia e como seria conhecer a cidade Pereira. Fui trocar o dinheiro no Cambia e na fila (enorme por sinal) estava um cara que puxou assunto comigo. Aproveitei a oportunidade para conversar com ele, porque parecia indiano. Mas me enganei, era Venezuelano. Ele me falou do sensacionalismo dos telejornais brasileiros e sua insistencia  em manter uma notìcia por muito tempo sobre a mesma coisa. Ele me explicou que na Venezuela è proibido isso, quando nao se sabe muito sobre o caso ou a  policia\ justiça està resolvendo.  Mostram algumas coisas mas nada de crimes e casos mal-resolvidos, apenas para mostrar a foto de algum procurado jà julgado.

 Depois disso là estava eu em Guarulhos, e sò deu tempo de passar no Duty Free (livre de impostos). Pela primeira vez achei os preços mais em conta, como por exemplo, Victoria Secrets apenas USD 2, 00 mais caro que o preço vendido nos EUA.

Enquanto isso planejava a viagem em meus pensamentos…

E em meio a pensamentos bons começei a sentir apreensao.  E antes de ter medo pensei – para pensar no que poderia acontecer, melhor viver e nao sofrer por antecedência! Pensei isso enquanto minha barriga gelava em pensar que algo pudesse dar errado. Coisas que nunca aconteceram na minha vida atè entao, mas que eu nao estaria livre da ocorrência para uma estrangeira sem passaporte, sem seguro de viagem, convênio mèdico. Mas pra que td isso mesmo hein? rs. Mas essa apreensao foi gerada pelo fato de minha ida a Colombia ser feita apenas com o RG.

Atè hoje acho estranho ir a outro paìs, mesmo que na amêrica do Sul (menos Venezuela) sem passaporte. Entao apra mim, desde a minha passagem pela Policia Federal em Guarulhos atè a emigraçao em Bogotà eu estava insegura.  Ainda mais que as pessoas ficavam me perguntando  – Como è possìvel, nao entendo como  è permitido ficar na Colombia sem visto e sem passporte? Maldita falta de informaçao. E mesmo insegura eu explicava que o Brasil possuia um acordo com a Colombia e vice-versa. Mesmo tendo ligado uma semana antes  na Embaixada da Colômbia no Brasil  para me certificar que poderia mesmo fazer isso ainda ficava com esse friozinho no barriga, mas pelo visto eu nao era a unica que nao possuia essa insegurança. Bendito acordo diplomàtico! Facilitando nossas vidas…

E là estava eu arrannhando meu portuñol e inglês, diga là de passagem. Um cara veio falar comigo e tive que fazê-lo, claro, de maneira pouco compreensível. Só o fiz pq ele era simpático, rs.

Em Bogotà sò deu tempo de despachar a minha linda bagagem com escesso de peso e jà tomar aquele tìpico cafè colombiano.

 Um friozinho de 13 graus meu deu uma sensaçao maravilhosa! E ràpido assim cheguei em Pereira, falando -¿còmo? para todas as pessoas depois que Julieta me ensinou (ou seria Carol y Daniel?) Daqui a pouco vou estar falando nononononononononnonononnononononononononononononononoooooooooooooooooo

 Mas ainda nao tive essa oportunidade!

Quando cheiguei em Pereira fui muito bem recebida primeiramente por El Oso poderoso e por toda a linda familia de Alejandro.

(El viaducto de Pereira) 

Mostrei as fotos que tiramos na chàcara a eles e me dei conta que  misturei os regalos* no meio da viagem.  

Un abrazo fuerte a todos! 

E no proximo post – Nada de português espero.

faz parte de mim

Posted in oração, relacionamento with tags , , , , , , on 11 de maio de 2010 by multicolorido

Se te arranco me desconfiguro.

Não saia da minha vida, nem de repente muito menos combinado. Não se prepara um coração para ser ferido, mutilado.

Se te perco, não tenho rumo.

Seria um andarilho qualquer, sem casa, sem aluguel, sem roupas e sem prumo. Um qualquer preso na solidão, e solto pelo mundo. Vivendo nesse quebra- cabeças, mendigando um amor que não é meu.

Mas  se te afago me encontro seguro. 

Seus pés eu acaricio. Sim, eles continuam macios e suaves.  Mas também mostram sua força, sua luta, sua coragem. Queria tocar-te, beijar-te e declarar o meu amor. Sou paixão, sou euforia, sou jardim, sou um eterno conflito.  Te daria meu cheiro, meu fruto, o suor do meu trabalho.

Mas sou fiel, sou a mesma, não me deixo mentir. Quando fico longe admito, fujo um pouco de ti. Não porque gosto, não porque quero. Passo o dia me preparando, cada minuto eu espero.

Quando penso, quando acordo, qualquer coisa me chama atenção. Vejo você no vento, vejo você na esquina. Descendo a rua apressado, seja contando uma estória, ou ficando preocupado. Sabe porque faz falta? Porque faz parte de mim.

Me constituí em ti, em ti fui formado. Cada pedaço, cada detalhe, foi tudo planejado. Era pra ser assim, óbvio que tem um propósito.  Só não precisava ser tão massacrante, tão dolorido. Tão assustador, tão imprevisível.

Não tem dia certo para ser ruim, ninguém espera por isso. Não tem dia para surpresas, não tem dia para decepções. Todo dia é dia de morrer um pouco, de largar a sí mesmo.

Sigo com o nó no peito e um grito na garganta escondido.

Estou nu com meus sentimentos à flor da pele, transvestida da veluda dor que me acompanha, abraçando o acaso.

E  tudo fazendo parte da vida, e você fazendo parte de mim.

 

10 passos para você parar de murmurar – Guia prático

Posted in nação, oração, relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , on 26 de janeiro de 2010 by multicolorido

“Para de murmurar irmao! – Guia prático” 

Para de murmurar!

   

   
  

blá

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blá

blá

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blá

blá

blá

blá

blá

Para voce parar de murmurar, criei um guia prático muito simples. Por que as coisas são simples, nós que criamos problemas.
Vejo que muito se tem falado e pouco se tem aprendido quando se trata de murmuração. Eu já murmurei hoje e quem não tiver murmurado que atire a primeira pedra.
È algo que precisa ser tratado em nós pois além de estar contaminado a Igreja de Cristo, é algo que Deus preza em nos manter limpos.
 

1) Se vc pensa, “oquê  isso, so dei uma reclamadinha de leve” …Cuidado, isso pode estar se tornando um grande engano! Analise melhor o que anda sendo as suas reclamadinhas de leve e veja se isso realemnte não tem importancia.

Parecia inofensivo...

Voce pode estar com atitudes  que eliciam uma cadeia de erros, produzindo mal-entendidos além de causar no seu meio social situacoes chatas que lá na frente voce pode querer reclamar.  As vezes o que vc olha exprime o outro, as vezes o jeito que voce flaa transmite raiva, desconforto, indignação em vez de amor. 
  

 2)  Cuide do que voce escuta. Só voce é responsável por se manter limpo. As vezes outras pessoas jogam um monte de problemas nas suas costas ou ficam reclamando pra voce, querendo complicar algo simples. Analise o que não é importante e simplesmente fuja daquela situação incoveniente. Minimize seus problemas em vez de aumentá-los. 

  3) Seja mais sábio, busque isso em Deus. As vezes reclamamos de algo que inicialemnte era dispensável e que poderia ser evitado se voce fosse mais sábio. 

 4) “Aquilo que as pessoas sentem é tão importante quanto aquilo que as pessoas fazem” já dizia Skinner – famoso psicólogo que estudou análise do comportamento.  Pense antes no sentimento que voce está levando às pessoas, geralmente elas não ficam tão felizes e agradecidas depois das suas murmurações. 
5) Evite estimulações aversivas.  Corte o problema pela raiz antes que a árvore cresça e crie um monte de frutos indesejáveis. 

Saia já deste buraco!

6) Nunca reclame daquilo que voce permite. Agente permite um tanto de coisas. Perdemos muito com isso e ainda reclamamos do buraco que nos enfiamos. Acorde para o que voce faz e o que voce causa. 
   

 

7) Se for pra reclamar, reclame de algo coerente. Se no fundo do seu coração voce acreditar que precisa reclamar porque se não algo ruim vai acontecer, reclame. Mas esteja ciente que provavelmente existem “n” maneiras de se evitar que algo ruim aconteça e que na maioria das vezes não é pelo caminho da reclamação. E não venha me dizer que são ” reclamações construtivas” que isso pra mim é piada. rs. Depois de voce entender isso e ainda assim quiser reclamar, reavalie a situação cem vezes no mínimo ( fui maldosa agora, rs) , perdoe setenta vezes sete, procure saber quais são as outras opiniões para o caso  e as contingencias que tornaram o problema como ele está, e depois … Se mesmo assim voce conseguir passar por tudo isso, reclame com a mão na consciencia. 

Cuide da sua vida

8) Exija menos do próximo.  Muita vezes colocamos um monte de expectativas nas pessoas e elas não estão dipostas a fazer o que voce deseja. Nem sempre é por falta de vontade ou por não gostar muito de você. As vezes a pessoa teve um dia ruim ou se alimentou mal e está fraca, ou não está a fim de responder as suas exigencias. 

 
 
9) Seja maleável. Se aquilo for realmente necessário, crie um contexto que de alternativas para a pessoa realizar aquela tarefa.
E por fim, o mais importante de todos que deve ser praticado com mais cuidado: 
 
10) AME MAIS!

 

Quando voce consegue alcançar uma pessoa com amor:
 Os problemas ficam mais suaves.
As brigas são menos constantes.
As pessoas se irritam menos umas com as coutras.
Voce passa a servir em vez de esperar pelo outro e depois reclamar dela.
Voce passa a achar tudo mais bonito. Acredite: vai parecer que voce está apaixonado de tão leve de tanto amor. 

Ame mais e fale menos.